La Niña deve reduzir chuvas no Sul

2022-11-01T07:00:00.0000000Z

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ANÁLISE | TEMPO

Ésempre bom reforçar que esta safra 2022/2023 será a terceira seguida sob os efeitos do fenômeno La Niña, que, embora possam variar, são bem conhecidos pelo agronegócio nacional e internacional. A boa notícia é que sobre a região mais central do Brasil, especialmente o Centro-Oeste, apesar do La Niña, não houve atraso no início das chuvas, que, mesmo de forma gradativa, passaram a se instalar sobre toda a região. Em outubro, algumas áreas tiveram chuva mal distribuída, mas, durante o início do período úmido, é comum haver irregularidade na distribuição e no volume das primeiras precipitações Sul_ A grande preocupação está em relação à Região Sul do Brasil. Da mesma forma que o La Niña contribui com as chuvas no Nordeste, o mesmo fenômeno costuma inibir as instabilidades e, consequentemente, contribuir para que as chuvas sejam mal distribuídas e em baixo volume. Como os efeitos do fenômeno podem variar conforme outros fatores, por exemplo, o Oceano Atlântico, é importante acompanhar os resultados numéricos dos modelos meteorológicos. E as previsões não têm sido animadoras, especialmente para o Rio Grande do Sul. Os modelos vêm indicando risco de períodos de estiagem, além de volumes inferiores à média climatológica no Rio Grande do Sul. Entre Paraná e Santa Catarina, embora o risco também esteja presente nas simulações numéricas, ele é menor, porém com chance de eventuais períodos de estiagem agrícola. Sudeste e Nordeste_ Em novembro, o padrão de umidade já está mais bem estabelecido entre o Sudeste e o Centro-Oeste. A região do Matopiba passa a ter chuvas mais regulares, e vale lembrar que o fenômeno La Niña costuma beneficiar o Nordeste em relação ao volume de chuvas. Norte_ Já na Região Norte, favorecida pelo fenômeno La Niña, as precipitações devem ser bem distribuídas e com volumes acima da média anual, incluindo a região do sul do Pará, uma nova fronteira agrícola em pleno desenvolvimento.

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